Sem Valor

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"O livro retrata a história de uma mulher e as dificuldades que passa por não ter amor-próprio e nem de outrem, e ao logo do desenlace expõe metáforas de carácter social. A jovem encontra-se numa fase emocionalmente fragilizada e tem como objectivo espelhar certas inseguranças das mulheres de maneira que muitas delas encontrem similaridades na personagem. "

Eu acredito na leitura e na capacidade de nós seres humanos evoluirmos (conhecimento). Muitos cidadãos do nosso país não têm a oportunidade de viajar e conhecer outras civilizações. É importante ler para sonhar e poder viajar nos nossos próprios sonhos.

Sentia-me pequena por não poder elevar a voz de nós angolanas, com o Sem Valor eu consegui o meu palco e espero ser ouvida. Eu acredito que a história é uma "ficção real". Não passei por nada que a Lira passou mas senti tudo que sentiu porque não se finge dor. Todos nos passamos por determinadas fases da vida que queremos desistir mas com a Lira eu ganhei uma amiga, que me fez reflectir e ver que todas as nós mulheres temos valor.

A lira é uma heroína...uma prima, uma irmã, uma companheira...uma menina que queria ser mulher.  É uma rapariga que enfrenta seus dramas sem medo e espera ser o auxilio moral de muitas mulheres. As mulheres angolanas, sendo fruto de gerações sofridas e iletradas, merecem tal homenagem. Pretendo que a Lira seja um exemplo, não a seguir, mas talvez que nos faça reflectir. Eu não quiz acabar o romance porque finaliza-lo era perder a Lira...


 Desde pequena que cresci a ler, apaixonei-me pela vivacidade das bandas desenhadas, da diversidade de romances que me tiram folêgo e sempre acreditei que também poderia um dia explorar a minha paixão por literatura.

As artes deviam ser mais apostadas porque com elas podemos saber quem somos, tocar almas e revolucionar uma sociedade. Com a escrita, eu encontrei um fiel um amigo, vi nela a terapia e o refúgio para os meus problemas. A minha dor me fez conhecer-me melhor e querer ser melhor.

A actualidade tem nos proporcionado novos conceitos e habilidades que nos permitem explorar mais as nossas ideias. A nossa sociedade está a evoluir, o contacto com outras culturas educa e constrói caracteres, tornando-nos mais receptivos. Eu acredito que a arte é para partilhar e assim, vamos aprendendo com os caracteres das historias ficticias, vamos acreditando num amor sem fronteiras, num heroí capaz de tudo, nos tornando seres humanos melhores.






Lunga Izata


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